terça-feira, 8 de abril de 2008

FACTORES ADVERSOS



Algumas pessoas julgam que o ciclismo é um desporto individualista, rude e desprovido da componente técnico/táctica existente noutros desportos, no entanto a realidade é bem diferente. Esta ideia deve-se principalmente aos seguintes factores:

Falta de estruturação organizativa de forma a facilitar a comunicação dos agentes desportivos (Federação, Clubes e estabelecimentos de ensino na área do desporto e da motricidade humana), com a finalidade de dar a conhecer ao grande público a modalidade;

Cobertura das competições através dos média (televisão, rádio e imprensa), embora nos últimos anos se tenha verificado uma melhoria significativa com a cobertura televisiva através do Canal 2 da televisão pública a algumas competições e da cobertura e transmissões em directo da Eurosport;

Pelas deficiências indicadas nos pontos anteriores o meio do ciclismo foi-se tornando cada vez mais fechado, levando a que, apenas, um número restrito de pessoas perceba este desporto;

Falta de publicações de livros sobre ciclismo, quer de traduções quer de originais em língua portuguesa;

O preço elevado dos materiais e equipamentos de ciclismo (bicicletas, equipamentos e outros materiais) tornam esta modalidade pouco atractiva a maioria das bolsas portuguesas;

A falta de respeito dos automobilistas pelo ciclista, por um lado pela falta de civismo e de cultura desportiva e por outro lado pela falta de condições da maioria das estradas. Por estes dois motivos o ciclista é visto como um obstáculo que obstrui a circulação rodoviária;


A conjugação destes factores não favorece o gosto por esta modalidade no nosso país. Como amante do ciclismo atrevo-me a expressar a minha opinião e a desenvolver este artigo em textos futuros, com a vossa ajuda, pelo que solicito que me enviem a vossa opinião que com muito gosto a publicarei neste blogue.

sábado, 5 de abril de 2008

As pernas não têm idade


O ciclismo é um desporto que é praticado por muitos adeptos de todas as idades, raças, ideologias políticas e religiosas em todos os continentes. É certo que nas sociedades mais desenvolvidas a sua prática está mais enraizada, por um lado porque o acesso a determinados bens é mais facilitado, por outro há mais necessidade por parte dos seus cidadãos de queimarem as calorias que foram ingeridas em excesso. Provavelmente, o desporto é a forma mais eficiente e salutar de prevenir e de voltar a ter os níveis de colesterol e da diabetes aceitáveis.

Muitas vezes entre amigos costumo dizer que os custos correspondentes aos equipamentos e aparelhos desportivos deveriam ser comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde, tal como os medicamentos, ou pelo menos fazem arte da lista de bens e serviços cujos valores podem ser abatidos nas declarações de rendimentos entregues anualmente pelas famílias.

Provavelmente, sairia mais barato ao Estado uma política de incentivos à actividade desportiva, devidamente ponderada e estruturada, em contraponto com as despesas de saúde actuais.

O Exemplo desta forma de pensar é a forma de estar na vida do Senhor retratado na foto publicada, que apesar da sua idade bastante avançada, está a acabar uma subida com uma inclinação bastante acentuada, cerca de 8% de inclinação média ("Cabeço da Rosa" em Alverca) com um "À VONTADE" invejável. Não pensem que é único, eu que, também, ando por essas estradas vejo muita gente deste calibre a pedalar com vontade, alegria e capacidade física adquirida ao longo dos anos de prática desportiva.

Por outro lado penso que todos nós (agentes desportivos) devemos acima de tudo lutar para que o hábito da prática desportiva, possa chegar a todos, pois só assim conseguimos que o desporto evolua e assuma o lugar que desejamos quer social e economicamente quer desportivamente.

Para que consigamos levar o desporto a patamares bastante elevados temos que apostar na formação dos nossos jovens, por um lado para incentivá-los a adquirirem hábitos salutares e por outros aos que tenham potenciais desportivos levá-los a atingirem os seus objectivos, de forma a dignificarem a modalidade, os clubes e os investidores públicos e privados, em suma o nosso Portugal.