sábado, 5 de abril de 2008

As pernas não têm idade


O ciclismo é um desporto que é praticado por muitos adeptos de todas as idades, raças, ideologias políticas e religiosas em todos os continentes. É certo que nas sociedades mais desenvolvidas a sua prática está mais enraizada, por um lado porque o acesso a determinados bens é mais facilitado, por outro há mais necessidade por parte dos seus cidadãos de queimarem as calorias que foram ingeridas em excesso. Provavelmente, o desporto é a forma mais eficiente e salutar de prevenir e de voltar a ter os níveis de colesterol e da diabetes aceitáveis.

Muitas vezes entre amigos costumo dizer que os custos correspondentes aos equipamentos e aparelhos desportivos deveriam ser comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde, tal como os medicamentos, ou pelo menos fazem arte da lista de bens e serviços cujos valores podem ser abatidos nas declarações de rendimentos entregues anualmente pelas famílias.

Provavelmente, sairia mais barato ao Estado uma política de incentivos à actividade desportiva, devidamente ponderada e estruturada, em contraponto com as despesas de saúde actuais.

O Exemplo desta forma de pensar é a forma de estar na vida do Senhor retratado na foto publicada, que apesar da sua idade bastante avançada, está a acabar uma subida com uma inclinação bastante acentuada, cerca de 8% de inclinação média ("Cabeço da Rosa" em Alverca) com um "À VONTADE" invejável. Não pensem que é único, eu que, também, ando por essas estradas vejo muita gente deste calibre a pedalar com vontade, alegria e capacidade física adquirida ao longo dos anos de prática desportiva.

Por outro lado penso que todos nós (agentes desportivos) devemos acima de tudo lutar para que o hábito da prática desportiva, possa chegar a todos, pois só assim conseguimos que o desporto evolua e assuma o lugar que desejamos quer social e economicamente quer desportivamente.

Para que consigamos levar o desporto a patamares bastante elevados temos que apostar na formação dos nossos jovens, por um lado para incentivá-los a adquirirem hábitos salutares e por outros aos que tenham potenciais desportivos levá-los a atingirem os seus objectivos, de forma a dignificarem a modalidade, os clubes e os investidores públicos e privados, em suma o nosso Portugal.

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